A causa da chuva
Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
- Chove só quando a água cai do telhado do meu galinheiro – esclareceu a galinha.
- Ora, que bobagem! – disse o sapo de dentro da lagoa. – Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
- Como assim? – disse a lebre. – Está visto que só chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que têm dentro.
Nesse momento começou a chover.
- Viram? – gritou a galinha. – O telhado do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
- Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? – disse o sapo.
- Mas, como assim? – tornou a lebre. – Parecem cegos! Não vêem que a água cai das folhas das árvores?
Moral: Todas as opiniões estão erradas.
FERNANDES, Millôr.
domingo, 26 de abril de 2009
A gansa dos ovos de ouro
Fábulas de Esopo.
Um homem e sua mulher tinham a sorte de possuir uma gansa que todo dia punha um ovo de ouro. Mesmo com toda essa sorte, eles acharam que estavam enriquecendo muito devagar, que assim não dava. Imaginando que a gansa devia ser de ouro por dentro, resolveram matá-la e pegar aquela fortuna toda de vez. Só que, quando abriram a barriga da gansa, viram que por dentro ela era igualzinha a todas as outras. Foi assim que os dois não ficaram ricos de uma vez só, como tinham imaginado, nem puderam continuar recebendo o ovo de ouro que todos os dias aumentava um pouquinho sua fortuna.Moral: Não tente forçar demais a sorte.
Fábulas de Esopo.
A menina e a estátua
A menina quer brincar com a estátua da fonte,
que é uma criança nua, em cuja cabeça
os passarinhos pousam, depois do banho,
antes de voarem para longe.
A menina, com muita precaução,
toca o braço da estátua,
e fala com ela essas coisas com outro sentido
que as crianças dizem umas às outras,
ou aos objetos com que conversam,
ou a si mesmas, quando estão sozinhas.
A menina insiste com a estátua,
convidá-a a descer do plinto,
passa o dedo pelos seus pés de bronze,
examinando-os e persuadindo-a.
E diante de tal silêncio,
fica séria e preocupada,
mira a estátua de perto,
como a um pequeno deus misterioso,
e fica de longe a mirá-la,
por um momento prolongado e respeitoso.
Cecília Meireles, MAR ABSOLUTO, in obra completa, Aguilar, pp. 42-43.
A menina quer brincar com a estátua da fonte,
que é uma criança nua, em cuja cabeça
os passarinhos pousam, depois do banho,
antes de voarem para longe.
A menina, com muita precaução,
toca o braço da estátua,
e fala com ela essas coisas com outro sentido
que as crianças dizem umas às outras,
ou aos objetos com que conversam,
ou a si mesmas, quando estão sozinhas.
A menina insiste com a estátua,
convidá-a a descer do plinto,
passa o dedo pelos seus pés de bronze,
examinando-os e persuadindo-a.
E diante de tal silêncio,
fica séria e preocupada,
mira a estátua de perto,
como a um pequeno deus misterioso,
e fica de longe a mirá-la,
por um momento prolongado e respeitoso.
Cecília Meireles, MAR ABSOLUTO, in obra completa, Aguilar, pp. 42-43.
A formiga boa
LOBATO, Monteiro.
Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu
– tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
– Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
– E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra respondeu depois dum acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
– Ah!... – exclamou a formiga recordando-se. – Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas? – Isso mesmo, era eu...
– Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: "que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora!" Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.Os artistas – poetas, pintores, músicos – são as cigarras da humanidade.
LOBATO, Monteiro.
A cigarra e a formiga
LA FONTAINE. Jean de
Depois de haver cantado durante todo o verão, quando se aproximava o inverno a cigarra se encontrou em extrema penúria, por falta de provisões. Como nada lhe restasse, nem um pequeno verme ou algum resto de mosca, e estando faminta, foi à procura da formiga, sua vizinha. Pediu-lhe que lhe emprestasse alguns grãos, a fim de manter-se até que voltasse o estio.
- Eu lhe prometo, minha amiga – disse a cigarra – sob palavra, a pagar-lhe tudo, com juros, antes do mês de agosto.
A formiga, que nunca empresta nada a ninguém e, por isso, consegue amealhar, perguntou à suplicante:
- Que fazias durante o verão?
- Passava cantando os dias e as noites – respondeu a cigarra.
- Pois muito bem – concluiu a formiga. Cantava? Pois dance agora!
LA FONTAINE. Jean de
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Reinações de Narizinho - Monteiro Lobato
Em 1921, Monteiro Lobato, através de sua editora, introduziu no mercado de livros didáticos brasileiros um produto totalmente diferente: o Narizinho Arrebitado, “segundo livro de leitura para uso das escolas primárias.”
O imediato sucesso da obra levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens em muitos outros livros, agora não mais didáticos, girando todos ao redor do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Posteriormente vários destes livros foram reunidos em um volume: As Reinações de Narizinho.
Assim, a forma atual desta primeira obra infantil de Lobato é fruto da colagem de fragmentos que, inicialmente, apresentavam autonomia narrativa. As partes que compõem o livro e que coincidem com as mini-histórias originais são: “Narizinho Arrebitado”, “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, “Aventuras do Príncipe”, “ O Gato Félix”, “Cara de Coruja”, “ O Irmão de Pinóquio”, “O Circo de Escavalinhos”, “Pena de Papagaio” e “O Pó de Pirlimpimpim”.
O imediato sucesso da obra levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens em muitos outros livros, agora não mais didáticos, girando todos ao redor do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Posteriormente vários destes livros foram reunidos em um volume: As Reinações de Narizinho.
Assim, a forma atual desta primeira obra infantil de Lobato é fruto da colagem de fragmentos que, inicialmente, apresentavam autonomia narrativa. As partes que compõem o livro e que coincidem com as mini-histórias originais são: “Narizinho Arrebitado”, “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, “Aventuras do Príncipe”, “ O Gato Félix”, “Cara de Coruja”, “ O Irmão de Pinóquio”, “O Circo de Escavalinhos”, “Pena de Papagaio” e “O Pó de Pirlimpimpim”.
Numa casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se Dona Benta. Quem passa pela estrada e a vê na varanda, de cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz, segue seu caminho pensando:
-Que tristeza viver assim tão sozinha neste deserto...
Mas engana-se. Dona Benta é a mais feliz das vovós, porque vive em companhia da mais encantadora das netas - Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou Narizinho como todos dizem. Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos.
Na casa ainda existem duas pessoas - tia Nastácia, negra de estimação que carregou Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano bastante desajeitada de corpo. Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela; não almoça nem janta sem a ter ao lado, nem se deita sem primeiro acomodá-la numa redinha entre dois pés de cadeira.
Além da boneca, o outro encanto da menina é o ribeirão que passa pelos fundos do pomar. Suas águas, muito apressadinhas e mexeriqueiras, correm por entre pedras negras de limo, que Lúcia chama as “tias Nastácias do rio”.
Todas as tardes Lúcia toma a boneca e vai passear à beira d’água, onde se senta na raiz dum velho ingazeiro para dar farelo de pão aos lambaris.
Não há peixe do rio que a não conheça; assim que ela aparece, todos acodem numa grande faminteza. Os mais miúdos chegam pertinho; os graúdos parece que desconfiam da boneca, pois ficam ressabiados, a espiar de longe. e nesse divertimento leva a menina horas, até que tia Nastácia apareça no portão do pomar e grite na sua voz sossegada:
- Narizinho, vovó está chamando!...
(LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. 11ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1962. p. 3-4
Mergulho no texto:
1. relacione cada personagem a sua característica.
( ) Dona Benta ( ) Olhos de retrós
( ) Narizinho ( ) Negra de estimação
( ) Tia Nastácia ( ) Costuma usar óculos de ouro na ponta do nariz
( )Emília ( ) Morena como jambo
( ) Parece uma bruxa
2. Qual dos moradores do Sítio do Picapau Amarelo é a personagem principal?
3. Narizinho chama as pedras do ribeirão de "tias Nastácias". O que há de comum entre as pedras e tia Nastácia?
4. Leia as frases a seguir e marque aquela que indica o objetivo principal do autor do texto.
a) O objetivo do autor é descrever o Sítio do Picapau Amarelo.
b) O objetivo do autor é contar o que pensam as pessoas que passam pela estrada.
c) O objetivo do autor é descrever as pessoas que moram no Sítio do Picapau Amarelo.
Que mistério é esse?
O MISTÉRIO DO COELHO PENSANTE
Jovens leitores
Pois olhe, Paulo, você não pode imaginar o que aconteceu com aquele coelho. Se você pensa que
ele falava, está enganado. Nunca disse uma só palavra na vida. Se pensa que era diferente dos
outros coelhos, está enganado. Para dizer a verdade, não passava de um coelho. O máximo que se pode dizer é que se tratava de um coelho muito branco.
Você na certa está esperando que eu agora diga qual foi o jeito que ele arranjou para sair de lá.
Jovens leitores
Esta história só serve para criança que simpatiza com coelho. Foi escrita a pedido-ordem de Paulo, quando ele era menor e ainda não tinha descoberto simpatias mais fortes. O mistério do coelho pensante é também minha discreta homenagem a dois coelhos que pertenceram a Pedro e Paulo,meus filhos. Coelhos aqueles que nos deram muita dor de cabeça e muita surpresa de encantamento. Como a história foi escrita para exclusivo uso doméstico, deixei todas as entrelinhas para as explicações orais. Peço desculpas a pais e mães, tios e tias, e avós, pela contribuição forçada que serão obrigados a dar. Mas pelo menos posso garantir, por experiência própria, que a parte oral desta história é o melhor dela. Conversar sobre coelho é muito bom. Aliás, esse “mistério” é mais uma conversa íntima do que uma história. Daí ser muito mais extensa que o seu aparente número de páginas. Na verdade só acaba quando a criança descobre outros mistérios.
C.L.
C.L.
Pois olhe, Paulo, você não pode imaginar o que aconteceu com aquele coelho. Se você pensa que
ele falava, está enganado. Nunca disse uma só palavra na vida. Se pensa que era diferente dos
outros coelhos, está enganado. Para dizer a verdade, não passava de um coelho. O máximo que se pode dizer é que se tratava de um coelho muito branco.
Por isso tudo é que ninguém nunca imaginou que ele pudesse ter algumas idéias. Veja bem: eu
nem disse “muitas idéias”, só disse “algumas”. Pois olhe, nem de algumas achavam ele capaz.
nem disse “muitas idéias”, só disse “algumas”. Pois olhe, nem de algumas achavam ele capaz.
A coisa especial que acontecia com aquele coelho era também especial com todos os coelhos do
mundo. É que ele pensava essas algumas idéias com o nariz dele. O jeito de
pensar as idéias dele era mexendo bem depressa o nariz. Tanto franzia e desfranzia o nariz que o
nariz vivia cor-de-rosa. Quem olhasse podia achar que pensava sem parar. Não é verdade. Só o
nariz dele é que era rápido, a cabeça não. E para conseguir cheirar uma só idéia, precisava franzir
quinze mil vezes o nariz.
mundo. É que ele pensava essas algumas idéias com o nariz dele. O jeito de
pensar as idéias dele era mexendo bem depressa o nariz. Tanto franzia e desfranzia o nariz que o
nariz vivia cor-de-rosa. Quem olhasse podia achar que pensava sem parar. Não é verdade. Só o
nariz dele é que era rápido, a cabeça não. E para conseguir cheirar uma só idéia, precisava franzir
quinze mil vezes o nariz.
Pois bem. Um dia o nariz de Joãozinho — era assim que se chamava esse coelho — um dia o
nariz de joãozinho conseguiu farejar uma coisa tão maravilhosa que ele ficou bobo. De pura alegria, seu coração bateu tão depressa como se ele tivesse engolido muitas borboletas. Joãozinho disse para ele mesmo:
nariz de joãozinho conseguiu farejar uma coisa tão maravilhosa que ele ficou bobo. De pura alegria, seu coração bateu tão depressa como se ele tivesse engolido muitas borboletas. Joãozinho disse para ele mesmo:
— Puxa, eu não passo de um coelho branco, mas acabo de cheirar uma idéia tão boa que até
parece idéia de menino!
parece idéia de menino!
E ficou encantado. A idéia que tinha cheirado era tão boa quanto o cheiro de uma cenoura fresca.
Joãozinho começou então a trabalhar nessa idéia. E para isso precisou mexer tanto o nariz que
dessa vez o nariz ficou quase vermelho. Coelho tem muita dificuldade de pensar, porque ninguém
acredita que ele pense. E ninguém espera que ele pense. Tanto que a natureza do coelho até já se
habituou a não pensar. E hoje em dia eles todos estão conformados e felizes. A natureza deles é
muito satisfeita: contanto que sejam amados, eles não se incomodam de ser burrinhos.
Joãozinho começou então a trabalhar nessa idéia. E para isso precisou mexer tanto o nariz que
dessa vez o nariz ficou quase vermelho. Coelho tem muita dificuldade de pensar, porque ninguém
acredita que ele pense. E ninguém espera que ele pense. Tanto que a natureza do coelho até já se
habituou a não pensar. E hoje em dia eles todos estão conformados e felizes. A natureza deles é
muito satisfeita: contanto que sejam amados, eles não se incomodam de ser burrinhos.
Como eu ia contando, Joãozinho começou a trabalhar na idéia. A idéia era a seguinte: fugir da casinhola todas as vezes que não houvesse comida na casinhola.
Mas o problema era o seguinte: como é que ia poder sair lá de dentro?
A casinhola tinha grades muito estreitas, e joãozinho, além de branco, era gordo. É claro que não
podia passar pelas grades. O único modo de se abrir a casinhola era levantando o tampo. E
o tampo, Paulo, era de ferro pesado, só gente é que sabia levantar.
podia passar pelas grades. O único modo de se abrir a casinhola era levantando o tampo. E
o tampo, Paulo, era de ferro pesado, só gente é que sabia levantar.
Durante dois dias Joãozinho franziu e desfranziu o nariz milhares de vezes para ver se cheirava a solução. E a idéia finalmente veio. Dessa vez, Paulo, foi uma idéia tão boa que nem mesmo criança, que tem idéias ótimas, pode adivinhar.
A idéia foi a seguinte: ele descobriu como sair da casinhola. E, se bem pensou, melhor
fez. De repente os donos do coelho viram o coelho na calçada, gritaram, correram atrás dele,
chamaram as outras crianças da rua — e todas juntas cercaram Joãozinho e finalmente conseguiram prendê-lo de novo.
fez. De repente os donos do coelho viram o coelho na calçada, gritaram, correram atrás dele,
chamaram as outras crianças da rua — e todas juntas cercaram Joãozinho e finalmente conseguiram prendê-lo de novo.
Você na certa está esperando que eu agora diga qual foi o jeito que ele arranjou para sair de lá.
Mas aí é que está o mistério: não sei!
E as crianças também não sabiam. Porque, como eu lhe disse, o tampo era de ferro pesado. Pelas
grades? Nunca! Lembre-se de que Joãozinho era um gordo e as grades eram apertadas.
Enquanto isso, as crianças, que não têm natureza boba, foram notando que o coelho branco só
fugia quando não havia comida na casinhola. De modo que nunca mais se esqueceram de encher o
prato dele. E a vida, para aquele coelho branco, passou a ser muito boa. Comida era o que não lhe
faltava.
grades? Nunca! Lembre-se de que Joãozinho era um gordo e as grades eram apertadas.
Enquanto isso, as crianças, que não têm natureza boba, foram notando que o coelho branco só
fugia quando não havia comida na casinhola. De modo que nunca mais se esqueceram de encher o
prato dele. E a vida, para aquele coelho branco, passou a ser muito boa. Comida era o que não lhe
faltava.
LISPECTOR, Clarice. O mistério do coelho pensante. 2ª ed. Rio de Janeiro, Rocco, 1976. p. 3-4 (Adaptação)
Mergulho no texto:
1. O coelho guardava consigo um mistério. Qual?
2. O coelho teve uma ideia; a ideia trouxe um problema; o problema trouxe uma solução.
a) Qual foi a ideia?
b) Qual foi o problema?
c) Qual foi a solução?
3. Para conseguir seu objetivo, o coelho fugia todas as vezes que não havia comida na casinhola. Afinal, qual era o objetivo de Joãozinho?
4. Releia a seguinte frase do 3º parágrafo do texto:
"Por isso tudo é que ninguém nunca imaginou que ele pudesse ter algumas ideias."
Ao iniciar o parágrafo com "por tudo isso", a autora está nos dizendo que é por causa de duas razões: a primeira razão é que o coelho não falava.
Encontre agora qual é a segunda razão.
5. A autora diz que os coelhos t~em dificuldade de pensar; leia as afirmativas a seguir e circule aquela que diz por que os coelhos têm essa dificuldade.
a) Ninguém acredita nem espera que eles pensem.
b) São conformados e felizes.
c) Só querem ser amados.
d) Não se importam de ser burrinhos.
6. Observe a frase:
"A ideia que (o coelho) tinha cheirado era tão boa quanto o cheiro de uma cenoura fresca."
Explique a comparação feita pela autora na frase acima.
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