domingo, 1 de março de 2009

Robinson Crusoé, o filme


SINOPSE

Essa é uma adaptação do clássico conto de Robinson Crusoé, um marinheiro britânico, único sobrevivente de um naufrágio, que é levado pelas águas até uma remota ilha deserta. Enfrentando os desafios da natureza e vivendo em extrema solidão, Crusoé se vê forçado a lutar contra as armadilhas da própria mente a fim de manter-se longe da loucura. Mas a grande ironia chega por meio de um nativo que crusoé salva de uma tribo de canibais,batizando-o, em seguida, de sexta-feira. A necessidade urgente de companhia fará Crusoé confrontar seus princípios racistas, nascendo daí um laço tão grande de amizade como ele nunca havia conhecido. E é essa amizade peculiar que lhe dará forças para sobreviver a todas as adversidades e encontrar seu caminho de volta à "civilização".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

De acordo com a nova ortografia


Terminada a guerra de Troia, que durou dez anos, Odisseu e seus companheiros navegam em direção à ilha de Ítaca. No mar, a esquadra de doze navios segue seu caminho. O trecho a seguir mostra a chegada deles a uma ilha muito estranha chamada Eólia, cercada por uma muralha de bronze.


Eólia e Lestrigônia


No início, era só um lampejo ofuscante no horizonte, um clarão brilhante demais para os olhos. Mas logo eles começaram a perceber suas formas.

- Terra! – gritou o vigia.

- Não, só pode ser um navio!

- Uma ilha.

- Uma cidade!

Eólia era todas essas coisas. Erguia-se do mar como uma grande bacia de bronze revirada – flutuando, balouçando, toda circundada de penhascos de bronze tão altos quanto as muralhas de Troia. Somente uma linha branca de sal marinho ressecado manchava suas encostas reluzentes e polidas. Não havia nenhuma escada, degrau ou andaime. À medida que costeavam a ilha, eles puderam ver seus próprios rostos – uma estranha visão depois de dez anos vividos em tendas de batalha. Enquanto alisavam a barba e os cabelos, Odisseu levou à boca as mãos em concha e saudou o povo de Eólia.

Bem ao seu lado, foi baixada uma cesta de metal, com a forma de um ninho de andorinhão, pendurada numa corrente de bronze. Um braço acenava da beira do alto paredão de bronze. Sem sequer um momento de hesitação, Odisseu pulou dentro da cesta.

- Ao primeiro sinal de problema, zarpem depressa e se afastem. Polites ficará no comando se eu não regressar.

Enquanto ele falava, a cesta foi puxada de volta.

Quando chegou ao topo, duas mãos o ajudaram a sair da cesta. Eram mãos macias, pesadas de joias.

- Bem-vindo! Bem-vindo a Eólia, forasteiro. Venha beber comigo e com minha família. Devo mandar buscar seus homens ou enviar-lhes comida e bebida lá embaixo? As regras da hospitalidade ordenam que eu lhe dê tudo de que necessita.

- Senhor, sua gentileza já é uma prova disso – disse Odisseu, que se apresentou, bem modestamente.

- Odisseu! Mas tenho ouvido falar tanto sobre você! Cada navio que passa traz alguma novidade de Troia e seus heróis, e o seu nome é sempre mencionado. Mas a guerra acabou. O que está fazendo tão longe de seu reino de três ilhas?

O rei de Eólia estava ávido por notícias: ele as engolia como se fossem alimento e bebida, e Odisseu logo entendeu por quê.
Na sala de jantar, todo o povo de Eólia estava reunido: a mulher do rei, seus seis filhos, seis filhas e um punhado de servos. Como peças num tabuleiro de xadrez, estavam sentados frente a frente, sobre o brilhante chão ladrilhado, enquanto uma música tilintante ressoava acima de suas cabeças, vindas de fileiras de conchas marinhas que chocalhavam ao vento.

Odisseu mandou dizer a seus homens que todos estavam em segurança. Mas percebendo o número reduzido de cadeiras e a única mesa de jantar, insistiu para que permanecessem nos barcos e comessem e bebessem todas as boas coisas que o rei Éolo tinha lhes enviado. E como jantaram! Por toda a tarde e toda a noite eles comeram, até que os onze barcos negros se acomodaram na água e os marinheiros adormeceram sobre seus remos.


Odisseia, Homero. Ed. Ática, col. O tesouro dos clássicos juvenil, págs. 35-38.



Estudo do texto:


1. “Terra, navio, ilha, cidade.” Eólia parecia ser todas essas coisas. Explique por quê.


2. Durante todo o livro Odisseia – e particularmente no texto selecionado – percebe-se claramente que Odisseu é um forte guerreiro que une inteligência e ação. Ele raciocina e age com rapidez, por isso é o líder do grupo. Retire do texto uma situação que comprove isso.


3. Esse texto é uma narrativa de aventura. Baseando-se no que já vimos sobre o assunto, escreva abaixo três características que fazem desta obra um romance de aventura.

4. Como se chamava o rei de Eólia?

sábado, 29 de novembro de 2008

A história dos números arábicos

Os números como os conhecemos hoje são Algarismos Arábicos, e foram trazidos da Índia para o Ocidente e por isto também são chamados indo-arábicos. Foram criados por Abu Abdullah Muhammad Ibn Musa al-Khwarizmi (778 (?) - 846). Al-Khwarizmi nasceu na região central da Ásia, onde hoje está localizado o Uzbequistão. Posteriormente emigrou para Bagdá, onde trabalhou na “Casa da Sabedoria” como matemático durante a era áurea da ciência islâmica. Foram introduzidos na Europa por Fibonacci, matemático e mercador italiano, que escreveu no seu livro Liber abaci os conhecimentos que adquiriu no Oriente. Logo se popularizou pela facilidade de se calcular valores, em comparação com os Algarismos Romanos, que em cálculos maiores, desprendiam uma verdadeira ginástica mental para se elaborar o cálculo. Os algarismos indo-arábicos não foram adotados em Portugal nem na península ibérica de imediato, mas com o tempo e as facilidades apresentadas, foram adotados em toda a Europa. Hoje é usada uma versão pouco modificada destes algarismos na maioria dos países do mundo. Teoricamente pode-se supor que cada algarismo continha originalmente exatamente a quantidade de ângulos cujo número se desejava representar. Assim o algarismo "1" era representado por dois traços que se uniam num vórtice superior (como um "V" invertido), o "2" como um "Z", o "3" como um sigma (Σ) invertido, o "4" quase exatamente como é hoje. Em outras palavras, os números arábicos um, dois, três e quatro foram baseados em traços que formam ângulos, assim: a) O número um tem um ângulo, b) O número dois tem dois ângulos aditivos, c) O número três tem três ângulos aditivos, d) O número quatro tem quatro ângulos aditivos. Teoricamente, devido à escrita cursiva, o número quatro teria sido modificado e fechado, facilitando a sua caligrafia e futura tipografia, tornando-o diferente, por exemplo, do símbolo da cruz. Já o número zero, era representado por um circulo, indicando a ausência de ângulos. O quadro abaixo ilustra a idéia de ângulos e o fechamento da cruz, originando o número 4, como o conhecemos hoje.


O quadro a seguir ilustra todos os números conhecidos e seus respectivos ângulos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


TRISTELÂNDIA

Tristelândia era uma cidade triste.
E por ser triste era também feia.
Todas as suas ruas, todos os prédios, todas as pessoas de Tristelândia tinham nomes tristes e ali se nascia, vivia e mor­ria chorando.
Ela ficava no alto do Morro da Saudade e não tinha árvo­res, não tinha flores, não tinha passarinhos. Mas tinha muita poeira, muita pedra e cactos cheios de espinhos.
As ruas de Tristelândia não eram calçadas. As casas viviam com as janelas fechadas. As portas não se abriam para as vi­sitas e os corações dos habitantes de Tristelândia também vi­viam fechados. Principalmente não se abriam para as crian­ças alegres da vida.
As crianças de Tristelândia não brincavam e não sorriam.
Era expressamente proibido sorrir em Tristelândia.
A Rua da Desilusão era a rua principal da cidade.
Na Rua da Desilusão ficavam os prédios mais importantes: a Prefeitura, a Escola Pública, a Câmara dos Vereadores, o cinema e a Delegacia.
Pela rua principal passavam os carros de boi, as carroças, o prefeito, a professora, os vereadores e o delegado.
Pela rua principal não passavam velocípedes, bicicletas, car­rinhos de rolimã.
De uma tristeza só, a rua principal começava aqui, acabava ali. De principal só tinha o apelido, pois era pequena, feia e mal-acabada.
Era ali, naquela rua, que o prefeito passava o dia inteiro, vigiando as pessoas para não deixá-las sorrir.
O prefeito chamava-se Zeca Amargura.
Sua maior amiga, a professora da Escola Pública, chamava-­se Maria das Lágrimas. “Maria das muitas lágrimas”, como gostava de chamá-la a gente grande da cidade.
De tanto chorar, de tanto lamentar sua sorte e seu destino, os olhos já saltavam para fora do rosto e pareciam boiar so­bre as lágrimas que, dia sim, dia não também, todo dia ela derramava.
Era a professora certa para Tristelândia. Sabia de tudo sobre tempestade, enchentes, vendavais, terremotos, furacões, guerras, doenças e fome. Uma catástrofe ambulante.
Lucinha das Dores era sua aluna mais adiantada. Não que fosse inteligente, aplicada. Mas porque nas provas sempre cho­rava melhor que as colegas.
Tristelândia de tão triste ficava afastada das outras cidades. Ninguém ia lá, ninguém saía de lá.


ARAÚJO, Henry Corrêa de. Dr. Gargalhada, o distribuidor de sorrisos. Rio de Janeiro, Codecri, 1983. P. 3-6

Estudo do texto:

1. Marque a frase que indica o objetivo principal do autor no texto:

( ) Descrever os prédios e as casas de Tristelândia.
( ) Descrever os habitantes de Tristelândia.
( ) Descrever uma cidade onde tudo e todos eram tristes.

2. No segundo parágrafo do texto o autor diz:

“E por ser triste era também feia.”

Marque a frase que mostra o significado desse parágrafo:

( ) A cidade era triste e feia.

( ) A cidade era tão feia quanto triste.
( ) A cidade era feia porque era triste.

3. Pela rua principal da cidade passavam carros de boi, carroças, pessoas; não passavam velocípedes, bicicletas, carrinhos de rolimã. Pelo texto, podemos saber o porquê dessa situação. Marque a frase que indica a causa disso.

( ) Era proibido andar de bicicleta, velocípede ou carrinho de rolimã na rua principal.
( ) As crianças de Tristelândia não brincavam.

4. Releia o último parágrafo do texto: “Tristelândia de tão triste ficava afastada das outras cidades. Ninguém ia lá, ninguém saía de lá.”
Que frase explica melhor esse parágrafo?

( ) Tristelândia ficava afastada das outras cidades porque era triste.
( ) Tristelândia era triste porque ficava afastada das outras cidades.

5. Releia no texto a razão por que Lucinha das Dores era aluna mais adiantada. Agora, pense no (ou na) colega mais atrasado (ou atrasada) de Lucinha: Qual seria a razão disso?


Gramática:

1. Leia a frase a seguir e faça o que se pede.

“Pela rua principal não passavam velocípedes.”

a) Indique o tempo em que se encontra o verbo.

b) Reescreva a frase colocando o verbo no presente.


2. Leia esse pequeno texto:

Você pode ter a sensação de viajar no tempo mesmo sem uma nave super veloz. Confira estas dicas:

☼ Faça um passeio de maria-fumaça.
☼ Veja fotografias e filmes antigos.
☼ Visite museus.
☼ Viaje para cidades históricas.
☼ Leia livros de história.
☼ Visite exposições de ciências e tecnologia.
☼ Assista a filmes e leia livros de ficção científica.

a) Em que modo estão as formas verbais destacadas nas dicas acima?

b) Considerando o assunto deste pequeno texto, responda: Por que foi usado esse modo verbal?


3. Leia o texto a seguir e identifique:

a) Uma locução verbal.

b) Três verbos no infinitivo. (Um para cada conjugação!)


Nada de briga


A faca foi o primeiro talher que existiu. Criada pelo homem pré-histórico, podia ser feita de pedra, marfim ou osso e era usada para esculpir, caçar, lutar e cortar alimentos. Perto de 300 a.C. aparecem as primeiras facas de bronze.
Por muito tempo os homens usavam a mesma faca para comer e brigar e cada um levava a sua quando havia algum jantar. Foi para acabar com os duelos no meio das refeições que um rei francês decidiu que as facas de mesa deveriam ter pontas redondas. (Recreio, n° 84)

Sucesso!

domingo, 23 de novembro de 2008




TRISTELÂNDIA

Tristelândia era uma cidade triste.
E por ser triste era também feia.
Todas as suas ruas, todos os prédios, todas as pessoas de Tristelândia tinham nomes tristes e ali se nascia, vivia e mor­ria chorando.
Ela ficava no alto do Morro da Saudade e não tinha árvo­res, não tinha flores, não tinha passarinhos. Mas tinha muita poeira, muita pedra e cactos cheios de espinhos.
As ruas de Tristelândia não eram calçadas. As casas viviam com as janelas fechadas. As portas não se abriam para as vi­sitas e os corações dos habitantes de Tristelândia também vi­viam fechados. Principalmente não se abriam para as crian­ças alegres da vida.
As crianças de Tristelândia não brincavam e não sorriam.
Era expressamente proibido sorrir em Tristelândia.
A Rua da Desilusão era a rua principal da cidade.
Na Rua da Desilusão ficavam os prédios mais importantes: a Prefeitura, a Escola Pública, a Câmara dos Vereadores, o cinema e a Delegacia.
Pela rua principal passavam os carros de boi, as carroças, o prefeito, a professora, os vereadores e o delegado.
Pela rua principal não passavam velocípedes, bicicletas, car­rinhos de rolimã.
De uma tristeza só, a rua principal começava aqui, acabava ali. De principal só tinha o apelido, pois era pequena, feia e mal-acabada.
Era ali, naquela rua, que o prefeito passava o dia inteiro, vigiando as pessoas para não deixá-las sorrir.
O prefeito chamava-se Zeca Amargura.
Sua maior amiga, a professora da Escola Pública, chamava-­se Maria das Lágrimas. “Maria das muitas lágrimas”, como gostava de chamá-la a gente grande da cidade.
De tanto chorar, de tanto lamentar sua sorte e seu destino, os olhos já saltavam para fora do rosto e pareciam boiar so­bre as lágrimas que, dia sim, dia não também, todo dia ela derramava.
Era a professora certa para Tristelândia. Sabia de tudo sobre tempestade, enchentes, vendavais, terremotos, furacões, guerras, doenças e fome. Uma catástrofe ambulante.
Lucinha das Dores era sua aluna mais adiantada. Não que fosse inteligente, aplicada. Mas porque nas provas sempre cho­rava melhor que as colegas.
Tristelândia de tão triste ficava afastada das outras cidades. Ninguém ia lá, ninguém saía de lá.

ARAÚJO, Henry Corrêa de. Dr. Gargalhada, o distribuidor de sorrisos. Rio de Janeiro, Codecri, 1983. P. 3-6

Estudo do texto:

1. Marque a frase que indica o objetivo principal do autor no texto:

( ) Descrever os prédios e as casas de Tristelândia.
( ) Descrever os habitantes de Tristelândia.
( ) Descrever uma cidade onde tudo e todos eram tristes.

2. No segundo parágrafo do texto o autor diz: “E por ser triste era também feia.”
Marque a frase que mostra o significado desse parágrafo
:


( ) A cidade era triste e feia. ( ) A cidade era tão feia quanto triste.
( ) A cidade era feia porque era triste.

3. Pela rua principal da cidade passavam carros de boi, carroças, pessoas; não passavam velocípedes, bicicletas, carrinhos de rolimã. Pelo texto, podemos saber o porquê dessa situação; marque a frase que indica a causa disso.

( ) Era proibido andar de bicicleta, velocípede ou carrinho de rolimã na rua principal.
( ) As crianças de Tristelândia não brincavam.

4. Releia o último parágrafo do texto: “Tristelândia de tão triste ficava afastada das outras cidades. Ninguém ia lá, ninguém saía de lá.”
Que frase explica melhor esse parágrafo?
( ) Tristelândia ficava afastada das outras cidades porque era triste.
( ) Tristelândia era triste porque ficava afastada das outras cidades.

5. Releia no texto a razão por que Lucinha das Dores era aluna mais adiantada. Agora, pense no (ou na) colega mais atrasado (ou atrasada) de Lucinha: Qual seria a razão disso?


Gramática:

1. Leia o texto que segue e identifique:
a) Uma locução verbal.

b) Três verbos no infinitivo. (Um para cada conjugação!)


Nada de briga

A faca foi o primeiro talher que existiu. Criada pelo homem pré-histórico, podia ser feita de pedra, marfim ou osso e era usada para esculpir, caçar, lutar e cortar alimentos. Perto de 300 a.C. aparecem as primeiras facas de bronze.
Por muito tempo os homens usavam a mesma faca para comer e brigar, e cada um levava a sua quando havia algum jantar. Foi para acabar com os duelos no meio das refeições que um rei francês decidiu que as facas de mesa deveriam ter pontas redondas.
(Recreio, n° 84)



2. Leia atentamente o texto a seguir:

Trem flutuante

O Trem Bala vai ser ultrapassado. Está chegando o trem mais rápido do mundo: o Transrápido 07 [...]. Os viajantes embarcarão a 500 quilômetros por hora sem qualquer atrito ou trepidação. Isso porque o trem não possui rodas nem trafega sobre trilhos. Estranho? Que nada. Um poderoso sistema de eletroímãs o levanta a um centímetro de altura para que flutue sobre os pilares de cimento. Já pensou você numa máquina dessa?

(Revista Zá, nº 44.)

a) As formas verbais destacadas expressam certeza, possibilidade ou ordem?

b) Portanto, a que modo elas pertencem?

c) Qual é o tempo de cada uma dessas formas verbais?



Sucesso!